sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Turbulência se espalha de ações a commodities

- As bolsas de ações mundo afora enfrentaram ontem um dos piores dias desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, em meio ao aprofundamento da crise imobiliária do país. Os pregões de commodities agrícolas e de metais e o petróleo seguiram o mesmo ritmo e embicaram para baixo, fechando em queda.

Notícias negativas do setor imobiliário americano e a informação de que a construção de casas no país caiu 6,1% em julho, menor nível desde 1997, gerou um efeito em cascata global. O pavor perdeu força no fim da tarde, com injeções maciças de recursos no mercado por autoridades monetárias ao redor do planeta. O índice Dow Jones, em Nova York, fechou praticamente estável após cair 2,68%. No Brasil, a volatilidade teve contornos bem maiores. A Bovespa chegou a beirar 9% de queda, mas reduziu a perda para 2,58%. O risco-país disparou 14%, a 229 pontos-base, o maior desde novembro de 2006. O dólar subiu 3,2%, a R$ 2,095.

As commodities agrícolas tiveram queda, algumas atingindo o limite de baixa. Mas ao mercado físico, a valorização do dólar compensou a redução dos preços. O câmbio estimulou o produtor de café a vender, porém travou as negociações da soja e do milho. Contaminado pela queda das bolsas, o barril de petróleo WTI caiu 3,17%, a US$ 71. O níquel caiu 5%, o zinco 3,22% e o cobre 3,43%. (Gazeta Mercantil – Sinopse Radiobrás)

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